audiência pública discute ações contra o abuso infantil









Na última sexta feira (17), aconteceu no salão nobre da Câmara Municipal, uma audiência pública para discutir ações contra o abuso de crianças e adolescentes. Estiveram presentes autoridades, diretores das escolas da rede pública e membros do Conselho Tutelar e da Secretaria de Desenvolvimento Social. 

Em pauta estiveram assuntos relacionados ao combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes como a apologia ao sexo, denúncias e projetos para os jovens como ferramenta de conscientização. O psicólogo do CREAS Cléber Giovane explica que a sociedade enfrenta uma crise de valores nos últimos 20 anos e atitudes que antes eram tidas como erradas ou anormais hoje são vistas com bons olhos ou no mínimo algo comum. “Um exemplo corriqueiro são as músicas que as crianças e os adolescentes vem escutando. Vamos focar em Conceição, as músicas que mais ouvimos nas ruas e em eventos da cidade são o funk e o sertanejo pop, e muitas das músicas desses estilos 
fazem apologia ao sexo e a sexualidade. E hoje o que vemos são as crianças dançando essas músicas, se insinuando e de forma normal, porque hoje é comum crianças rebolando. Em casa os pais apoiam, as escolas autorizam a sociedade aceita”, explica o psicólogo. 

Ao longo da última semana membros do Conselho Tutelar visitaram as escolas,comércios da cidade e fizeram blitz para conscientização. A secretária de desenvolvimento social, Deise Scofoni, diz que para se trabalhar o abuso é necessário que toda a sociedade assuma suas responsabilidades. “Todos temos responsabilidades com nossos jovens. As crianças e os adolescentes precisam dos pais, dos professores assim como nós, servidores, para trabalhar em prol desses jovens. É nosso dever defendê-los. E como o nosso
psicólogo já disse, a sociedade perdeu seus valores. As vezes essas crianças estão sendo abusadas, mas a sociedade está lidando de forma tão banal com o sexo que elas não percebem”, diz a secretária. 

O secretário de administração, finanças e gestão pessoal, o senhor Hilton Pires, como representante do executivo, se mostrou motivado com os projetos e a princípio se prontificou a mudar o telefone do Conselho Tutelar para um número de fácil memorização, que é uma das ações levantadas na audiência. 









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